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Meu perfil
BRASIL, Centro-Oeste, BRASILIA, Sudoeste, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Esportes, Animais MSN -
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Cultura Livre - Críticas e Reflexões |
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Um recém-nascido?
Volto a escrever. Torno o meu mundo, minha realidade, essa página outrora vazia, branca. A cabeça quase dói, num misto de prazer e anseio. Nascer parece doer. Não me lembro. Reconheci apenas o choro dos recém-chegados, não sei se de "espanto" ou de "dor". O ar invadindo os pulmões, talvez. O breve reconhecimento do corpo que agora lhe pertence. E a tão sonhada consciência do mundo que o cerca, dos gostos, desgostos e de si mesmo. A luz se apresenta. Artificial. Homens de máscara, luvas e mãos por toda a parte. É a novidade. Pelo menos para quem ali chega, diga-se, aparentemente, triunfal. Vem os fatos. As coisas. As situações. As aulas. Os dias. Os anos. E o tempo se mostra veloz como um verdadeiro F-1. Assusta...Assusta saber que o caminho que não tem volta, é a volta. Assusta não lembrar de antes. Até gosto daqui, desse momento. Mas não há maneira de retê-lo. Nem dinheiro. Nada. Tão rica é a vida e o que nos cerca. Rica em detalhes, diferenças. Tudo. Rica em ganância e a crença disfarçada no egoísmo, no medo. É feio? É bonito? É esquisito? Daí, vejo uma flor. Viva. Suas pétalas. Seus espinhos. Suas folhas. E todo o jardim. E a imensa preguiça. Um animal. Enorme. Um predador. Um predador-parasita. Que pior do que destruir, não deixa construir. Faz do "ser" o "era". Faz do "fazer" o "faria". Torna o tudo em nada. Absorve a sua energia. Te consome. Protela. Atropela teus sonhos. Cria grades inarrombáveis. Feliz de quem luta contra essa fera. Feliz de quem a supera. Feliz de quem assume o controle de sua tão curta vida. Feliz.
Escrito por rogeriosaraivadf às 12h13
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Vasto e pequeno homem.
São muitas as tarefas para cumprir. Para cumprirmos. Tantas que eu já nem sei mais qual delas deve ser a mais importante, a primeira da lista. Daí passo pela interpretação do que é prioridade. Ou o que é pior deixar para depois. Me canso só de pensar. Me canso por complicar. Me canso por dizer sim quando deveria dizer não. Vem a estafa. Física e mental. Vem o desespero. Vem a pulsação anormal. Os batimentos cardíacos sobem. Aceleram-se. Quase uma tarquicadia. Mesmo que tardia. É o corpo dizendo pra mente: chega! A gente, nesse mundo contemporâneo, enche-se de coisas pra fazer. Enche-se de metas, metas audaciosas. Metas incumpríveis. Um dia inteiro é pouco para as tantas horas que precisamos para concluir tudo. E o tudo, concluo, não é nada. Nada comparável à vida. Ao místico. Ao meta-físico. A poesia perdida. Tida como inútil, desprezível, frente a importância de se ganhar o vintém de cada dia. O vil metal. Troco dinheiro por felicidade. Troco dinheiro por alegria. Troco dinheiro pela sua companhia. Troco dinheiro por mais tempo para mim mesmo. Troco dinheiro por uma vida mais simples. Troco dinheiro por um momento de paz. E o pior é que o dinheiro é só uma desculpa. Uma desculpa que não raramente usamos para fugir de nós mesmos. Dos verdadeiros desejos, anseios.
Escrito por rogeriosaraivadf às 23h12
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Tempo moderno é tempo escasso.

Um minuto! Ok! Já volto! O trânsito engarrafou! Não se preocupe! Entre na fila! Pegue a sua senha! O carro quebrou, por isso me atrasei! Nãooooo! Ufa...
Meus últimos meses, dias, horas, minutos, segundos, centésimos e milésimos de segundos, tem sido absolutamente, corridos! A pressa continua sendo inimiga da perfeição? Pois se continua, a perfeição ficou desempregada! Hoje não tem espaço. O amanhã já chegou! E veio num papel de ofício com firmas reconhecidas e duas testemunhas reconhecidamente idôneas a todo ato presentes.
O pior é que nem sempre "trabalho" resulta em "dinheiro". A máxima irônica que eu adoro que diz "quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro" é verdadeira em várias situações. Mas fazer o quê? Não posso abandonar o que já comecei. Existe um fio condutor ético que jamais pode ser interrompido. Uma "espetacular" e "excelente" impressão deve sempre prevalecer nas coisas que um profissional faz perante os seus clientes. Uma das qualidades é a rapidez. A desenrolação. Daí advém o ritmo estressante. Sufocante. Que provoca pressão arterial alta, e em silêncio, sem aparente sintoma, provoca o seu fim por meio de um súbito infarto ou AVC. "DEUS", PAPAI DO CÉU, QUE NOS LIVRE DESSES MALES DA VIDA". Mas é preciso ser proativo no sentido de se precaver dessas armadilhas.
Preguiça
Pois é, a tão mal falada preguiça, soube-se pelos especialistas e pesquisadores, que é uma "defesa".
Risos. A preguiça é uma defesa de quem está estafado. É um recado do teu corpo dizendo "pare!". Faça uma pausa. Seja vagabundo por algum momento, para que você não entre em parafuso, tal como aquele boeing da Gol... Que triste, não? Ninguém quer uma tragédia pra si. Ninguém quer o mal. Então, seja consciente, seja preguiçoso.
Pronto! Fundarei o partido dos preguiçosos!
Será que vai ter quórum??!!
Pregarei a preguiça como "qualidade de vida"!
Elegerei Dorival Caymmi como o patrono do partido.
Elevarei ao status de estado, a maior qualidade do baiano, estendo-a para todos os brasileiros, por meio do nosso partido, por meio até de coligações supra-partidárias.
Quem deverá elaborar (colaborar com) o programa de governo do partido dos preguiçosos?
Xi...
Que preguiça!
Mas, a primeira medida é a patenteação da "rede". Sim! É aquela mesmo que a gente usa pra se balangar nas varandas, quase todas, de casas nordestinas, não necessariamente no nordeste! E, finalmente, a inclusão na "bolsa" família de uma rede para cada família. Incluindo-se aí dois prendedores ou ganchos para pendurá-la, é claro.
Na bandeira do partido, uma rede.
Ou então, o símbolo da relação com o trabalho dos preguiçosos (nada a ver com a foice de Lenin):
Uma belíssima enxada com um cabo bem longo. Por que isso?
Para o trabalhador-preguiçoso ficar bem longe do trabalho...rs. (velha, porém eficiente piadinha!)
Mas é sério gente.
Melhor coisa é vagabundear, depois de tanto trabalhar. Relaxar. Chegar numa sexta e jogar tudo pro alto! Mesmo que no sábado, as oito e meia da manhã, tenha de trabalhar, como eu terei...rs. Mas até lá, ninguém haverá mais vagabundo e preguiçoso do que eu!
Belíssimo final de semana para todos! Não exagerem na cachaça!
Fui!!!!
Escrito por rogeriosaraivadf às 18h44
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Sobre a ditadura da beleza feminina em resposta a um post de uma amiga...

Olá, Gabi! Qto tempo, hein? Não te liguei porque a nossa viagem ao Rio foi muito corrida! Dessa vez os parentes tomaram conta e a chuva tb! E como choveu... O único passeio "autenticamente cultural" que fizemos, foi numa segunda-feira. Fomos ao Leblon, na livraria Argumento, participar do lançamento de mais um livro do Millor. Cadê que ele foi? Tava gripado, internado num hospital! Mas, apesar disso, foi muito agradável a noite. Pude conversar um pouco com um dos fundadores do Pasquim, o "Jaguar"!! Uma verdadeira lenda viva! Botequeiro profissional! Hehehehe! Assistimos grandes atores e atrizes lendo em tom dramático e cômico pedaços de vários textos do Millor. Posso destacar: Fernanda Montenegro, Marco Nanini, Débora Bloch, Pedro Cardoso, Camila Pitanga, entre muitos outros. Tudo isso, sem pagar nada, com pouca gente, nada de tietagens e regado a muito vinho (de boa qualidade!), salgadinhos, tudo de graça! Pra não dizer que foi tudo de graça, contribui com a livraria, comprando um pocket-book do Nicolau Maquiavel "O Príncipe". Mas não se preocupe que em breve vamos retornar ao Rio. Daí vamos combinar várias coisas. Por exemplo, uma bela peixada na peixaria de Niterói! Um lugar bem pitoresco e que gosto muito! Sobre a sua reflexão sobre a postura vaidosa e submissa das mulheres em relação aos padrões contemporâneos de beleza, digo que há uma ditadura machista nisso tudo. Isso por que não me canso de afirmar que as mulheres, resguardadas as exceções, são "machistas". Elas dizem aos seus filhos pequenos: filho! Não chora! Olha, homem não chora! - e sendo assim, não choramos. Tudo bem, choramos mas choramos muito pouco. Contidamente. As mulheres estão ainda submissas ao meu ver, ao seu principal problema que é a sua "insegurança". Uma mulher andar com o suvaco peludo e se achar segura de si, é uma dádiva. Uma ode, uma consagração ao individualismo. À sua opinião própria. Mas resta dizer, que em menor escala, os homens também sofrem desse mal. Dessa insegurança. Eu por exemplo nunca deixei minhas namoradas pagarem a conta. Pior pra mim? Financeiramente, com certeza. Mas a minha educação perante a mulher me conduz assim até hoje. Há coisas que não mudam facilmente. O importante é não ficar a mercê delas. Não dar tanta ou nenhuma importância para elas. Ignorá-las, talvez. Quem liga se fulana é loura ou magra? Fodam-se os paradigmas superficiais. Celebremos a atitude! O originalismo e sobretudo, a desalienação humana! Mas para complicar tudo o que disse, fecho o meu pensamento citando Vinícius: que as feias me perdoem...O resto vc já sabe! Risos. Bjos e até o próximo texto!
8:27 AM
Escrito por rogeriosaraivadf às 08h38
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Com a palavra (ultra-sofisticada!) o músico-pensador, Nando Reis!
A princípio, o que teríamos para oferecer às gerações bem futuras que estivessem a salvo da nossa íntima contaminação genética?
Apenas um legado intelectual. Meia dúzia de frases ou pensamentos disfarçados de novidades cada vez mais escassas neste tempo em que elas não sobrevivem a um parto. A novidade envelhece mais rápido do que um pão malfeito, estufado por bromato e perdido em pleno meio de tarde na cesta sem graça de uma esquina qualquer e vadia, onde se encontrasse uma padaria.
Mesmo os capazes de pensamentos originais têm dificuldade de acompanhar a velocidade da oferta das quinquilharias que a tecnologia põe na superfície das prateleiras do sucesso – ah, mas isso é coisa de uma outra era! Fomos superados pela rapidez da renovação das vitrines. Interessa mais aquilo que é janela para a submissão, perante a intangibilidade que desenha o fracasso, do que o toc-toc para a porta da propriedade sem matéria que não difere o sonho da ilusão.
Arqueólogo, eu diria que o tempo que hoje vivemos é o mais inescrupuloso, pois desdenha o valor da lentidão e do detalhe daquilo a que assistimos e que apreendemos e, portanto, torna-nos menos afeitos à contemplação do tesouro que dá o acúmulo dos retalhos da mobília do salão da memória.
A pressa hiperativa do mercado em nos saturar com tremendo excesso de oferta contra uma escassa capacidade real e social de absorção, criou o efeito mais deletério da contemporaneidade: a falta de herança, de transmissão, de conexão. Sequer há conexão entre o tempo dos olhos e o movimento dos lábios. Não há conexão entre a mecânica da persiana das pálpebras e o dínamo dos maxilares que deveriam promover a seresta do alimento em digestão. Não há templos porque não há nem mesmo sono que abasteça de sonhos um travesseiro - não há, portanto, arco para a promessa se não há chão suficiente para o arrependimento e a confissão.
Deveríamos voltar, ir atrás, e carregar conosco relógios com ponteiros. Dar corda aos despertadores barulhentos que embalariam nosso sono com o tic-tac das engrenagens entregues a checar os milímetros da exatidão em seus desenhos.
Gostaria de deixar, como imagem ao Arqeuólogo, na miragem do que seria sua investigação futura sobre a normalidade do funcionamento dos nossos tempos, a idéia de que houve, no meio desse furacão e funil do que fizemos antes de antigamente, a voltagem do amor que eu senti – e que se foi.
Sem conexão. O futuro é justamente o que a gente não vê: somente deseja; como é agora e sempre será. Desejo. O passado pode ser aquilo a que muita gente assistiu; mas que mais ninguém sentirá. Foi-se, só houve pra quem se foi. Foi-se... Como é agora e, em seu tempo, solitário Arqueólogo, também será!
Escrito por rogeriosaraivadf às 21h41
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O medo ficou evidente.
O seu rosto enrubesceu.
Agora havia uma certeza.
“Nada é seguro”.
Todos os procedimentos.
Todos os planos.
Nada disso deu certo.
O imprevisível aconteceu.
Triunfou sobre todas as expectativas.
E agora? O que eu faço?
Para onde devo ir?
Para “quem” devo recorrer?
O dinheiro está acabando...
Mas o pior disso, a minha “confiança” também está...Não pode ser! Não pode ser!
Ele vive de extremos. Pensamentos e sentimentos extremos. Fala além do que deveria também. Exalta mormente a sua felicidade quando a tem. Morre quando algo, uma centelha não sai como o previsto. Frustra-se facilmente.
Como entender uma colisão de sentimentos?
O entusiasmo da criação com o gigante da frustração?
Sim. A frustração é enorme. Preenche os espaços vazios da vida dos seres humanos, assombra-os...
Dói. O peito dói.
O corpo fica pesado.
A cabeça inclina, pênsil.
Os olhos não brilham. Piscam lentamente.
O céu azul, não é mais. Agora é cinza.
E qualquer sorriso é um sorriso qualquer, sem valor. Sem significado. Sem sentido.
Sem motivo.
Eu te deixei...triste? Não foi por mal.
Eu não sou o senhor de minhas poucas virtudes, nem dos meus muitos defeitos.
Acordei.
Meu corpo suado.
Correu para o banho.
Foi trabalhar.
“Ele fechou a porta, depois saiu, caminhando sem pressa. Seus passos não puderam ser ouvidos.”
Escrito por rogeriosaraivadf às 09h36
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Tô plutão!
Já é a quarta vez eu tento publicar o meu texto hoje, e nada! Perco tudo!
E o pior é que eu não tinha salvado nada!
GGRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!
Xô Raiva!!!!
O tempo é um recurso natural não renovável!
Existem tantos prazeres na vida da gente,
Como escutar uma linda canção,
Ou como eu, hoje, escutando uma seqüência inteira no rádio, de músicas tratando do tema “o tempo”. ( o curioso é que eu estava querendo refletir sobre isso!).
Uma delas, no Zeca, dizia assim:
Eu não tenho tempo! Eu não tenho tempo eu não sei voar Am G#º Am7/G D/F# F(add9) dias passam como nuvens em brancas nuvens Em Dm C(add9) Bº eu não vou passar!
Linda canção, simples e muito agradável, como eu gosto.
Inspirei-me a escrever:
Olho os seus olhos com a imaginação de quem pode atravessar desse texto para a borda do colorido de tua íris.
Crio caracteres, e eles formam palavras vivas, saltitantes.
Transpassam para a tua alma,
Para o infinito do teu universo íntimo.
Anseiam que você esqueça o mundo óbvio.
Que mergulhe numa nova era.
Que prometa a si mesmo, respeitar teus sonhos.
E, por fim, realizá-los.
Escrito por rogeriosaraivadf às 19h53
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 minha linda esposa Renata...Te amo!
Escrito por rogeriosaraivadf às 17h38
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TExto que dizem ser do Miguel Falabella
Saudade
Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade de um filho que estuda fora. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial; se ela aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Malzbier; se ela continua preferindo Margarita; se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados; se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor; se ela continua cantando tão bem; se ela continua detestando o Mc Donald's; Se ele continua amando; Se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos; Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento; Não saber como frear as lágrimas diante de uma música; Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso... É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer; Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
Escrito por rogeriosaraivadf às 15h06
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MANUAL DO ADEPTO A BEBER SOCIALMENTE

Coisas que são DIFÍCEIS de dizer quando você está bêbado: - Indubitavelmente. - Preliminarmente. - Proliferação. - Inconstitucional.
Coisas que são EXTREMAMENTE DIFÍCEIS de dizer quando você esta bêbado: - Especificidade. - Transubstanciado. - Verossimilhança. - Três tigres.
Coisas que são TOTALMENTE IMPOSSÍVEIS de dizer quando você está bêbado: - Caraca, que menina feia!!!! - Chega, já bebi demais. - Sai fora, você não é o meu tipo...
MANUAL PRÁTICO Como agir quando se bebeu demais e está com os seguintes sintomas:
SINTOMA: Pés frios e úmidos. CAUSA: Você está segurando o copo pelo lado errado. SOLUÇÃO: Gire o copo até que a parte aberta esteja virada para cima.
SINTOMA: Pés quentes e úmidos. CAUSA: Você fez xixi. SOLUÇÃO: Vá se secar no banheiro mais próximo.
SINTOMA: A parede a sua frente está cheia de luzes. CAUSA: Você caiu de costas no chão. SOLUÇÃO: Coloque seu corpo a 90 graus do solo.
SINTOMA: O chão está embaçado. CAUSA: Você está olhando para o chão através do fundo do seu copo vazio. SOLUÇÃO: Compre outra cerveja ou similar.
SINTOMA: O chão está se movendo. CAUSA: Você está sendo carregado ou arrastado. SOLUÇÃO: Pergunte se estão te levando para outro bar.
SINTOMA: O local ficou completamente escuro. CAUSA: O bar fechou. SOLUÇÃO: Pergunte ao garçom o endereço de sua casa.
SINTOMA: O motorista do táxi é um elefante rosa. C! AUSA: Você bebeu muitíssimo. SOLUÇÃO: Peça ao elefante que o leve para o hospital mais próximo.
SINTOMA: Você está olhando um espelho que se move como água. CAUSA: Você está para vomitar em uma privada. SOLUÇÃO: Enfie o dedo na garganta
SINTOMA: As pessoas falam produzindo um misterioso eco. CAUSA: Você está com a garrafa de cerveja na orelha. SOLUÇÃO: Deixe de ser palhaço.
SINTOMA: A danceteria se move muito e a música é muito repetitiva. CAUSA: Você está em uma ambulância. SOLUÇÃO: Não se mova. Possível coma alcoólico.
SINTOMA: A fortíssima luz da danceteria está cegando seus olhos. CAUSA: Você está na rua e já é dia. SOLUÇÃO: Tente encontrar o caminho de volta para casa.
SINTOMA: Seu amigo não liga para o que você fala. CAUSA: Você está falando com uma caixa de correios. SOLUÇÃO: Procure seu amigo para que ele te leve para casa.
Escrito por rogeriosaraivadf às 15h46
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 BIDÚ
Escrito por rogeriosaraivadf às 17h53
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Pensar enlouquece. Completo, pensar "muito" enlouquece! O tempo inteiro, escolhas. Decisões. O tempo inteiro, indisciplinado que ainda sou, protelo. Protelamos. O tempo inteiro. Ufa! Vi um filme, CLICK!, que tem uma mensagem interessante. O protagonista não tem tempo para mais nada, a não ser para o seu trabalho. Até em feriado o cara tem que trabalhar! Adia o tempo inteiro o lazer com a família. Os seus dois filhos sonham e exigem que ele termine a casinha lá da árvore, parada há dois meses. Ele, estressado, irritado, tratanto a todos muito mal, inclusive a sua linda e compreensível esposa, comendo porcarias descontroladamente, o tempo todo. Tem vontade de subir na vida. Dar uma vida melhor para a sua esposa, seus filhos. Tem vontade de esganar o chefe, algoz do seu desespero. Não consegue sequer ligar a sua tv. São muitos os controles remotos na casa. Liga o ventilador, sem querer. Se irrita. Pega outro controle, em vão. Liga o portão da garagem, que faz um estrondoso barulho ao subir. Raiva! Muita raiva! A noite, tem de assistir um video de arquitetura asiática para um projeto específico de uns clientes chineses, ao invés de ficar ao lado de sua linda mulher. Até que num dado momento, antes que tudo se exploda, resolve sair sob o pretexto de adquirir um controle remoto universal, igual ao que os seus esnobes vizinhos supostamente tem, segundo seu filho. Nada está aberto na cidade. Exceto uma grande loja, com vários departamentos. Um deles curiosamente se chama "além". E é lá que ele adquire gratuitamente um controle remoto universal. E, finalmente, assume o controle total de sua vida. Acelera o filme quando quer, pula as doenças, etc, etc. Resumo da ópera: estou cansado de escrever sobre isso. Outro dia eu conto e concluo o resto...Afinal, sou um protelador...KKKKKKKKKK
Escrito por rogeriosaraivadf às 17h49
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Lamentável o crime de hoje lá no Rio. A morte daquele rapaz, pela manhã, lá em Copacabana. Um turista português, prestigiando o nosso país. Trazendo riqueza para cá. Até quando essa violência? Não tem fim? O nosso Hezbolah parece mais cruel. E em um lugar tão lindo... É preciso amar muito o Rio para separar as coisas. Que a justiça seja feita!
Escrito por rogeriosaraivadf às 17h54
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Existe um site, cujo endereço é http://www.almacarioca.com.br/ipanema.htm (vale a pena e deve ser visitado!), que reflete muito a atmosfera que sinto quando vou ao Rio, quando vou espcificamente neste bairro, simbolo da beleza carioca, da criatividade, da elegância, da poesia... Berço de Tom, VinÃcius, da Bossa Nova e de tantas outras realizações fantásticas... Ah...a banda de Ipanema...rs. Sou carioca, um quase-falso-carioca, nasci em Campo Grande, lugar equidistante dessa praia linda, criado em Guarulhos, São Paulo, morando em BrasÃlia desde maio de 1991. Apesar disso, apesar também de toda a contra-propagando vinculada ao Rio-paraÃso, é assim que me sinto, me expresso, quando estou lá, num precioso momento de apreciação da paisagem (ao fundo, lá depois do Vidigal, a pedra da Gávea, cinematográfica, a areia quente, o barulho e o cheiro das ondas, as pessoas, dos mais diversos tipos, anônimas e famosas, os mascates, seus produtos, ah! e o indispensável Mate com Limonada! E para acompanhar o também indispensabilÃssimo biscoito de polvilho "O Globo"! Coisa que só desce, que só funciona bem, ali, no posto 9, com o sol rachando. Ah...Ipanema não é só saudade, é muito mais que isso! É um p-r-e-s-e-n-t-e!!!!
Para abrilhantar, transcrevo aqui uma resenha da história de Ipanema...
Curtam!
A história de Ipanema
Globo Online - 22 de abril de 2004
Enquanto você lê este texto, um novo modismo deve estar surgindo em Ipanema. Apesar dos 110 anos, o bairro continua cheio de charme. E de novidades. A data do aniversário é comemorada em função da fundação da Villa Ipanema, 1894.
Os primeiros moradores foram os Ãndios tamoios. Por volta de 1575, os colonizadores portugueses dizimaram os Ãndios e ali instalaram o Engenho Del Rei. Em 1609, as terras foram doadas a Sebastião Fagundes Varela, que trocou o nome do lugar para Engenho Nossa Senhora da Conceição. O Engenho foi acumulando prejuÃzos até ser desapropriado e leiloado pelo rei dom João VI, em 1808. A área era conhecida como Praia de Fora e mudou de mãos várias vezes até ser comprada pelo comendador Francisco José Fialho, que a repassou ao filho, José Antônio Moreira Filho. Mais conhecido como.... Barão de Ipanema.
Quando o Barão de Ipanema herdou o terreno, em 1886, a área nada mais era que um desvalorizado areal da Fazenda Copacabana. Só era possÃvel chegar de canoa, de barco ou a pé. Apesar dos obstáculos naturais, ele decidiu explorar a área comercialmente. A planta do futuro bairro já mostrava 19 ruas e duas praças. Em 1884 surgia a Villa Ipanema, com ruas e lotes colocados à venda.
Em 1892, entra em funcionamento uma linha de bonde puxada a burro sobre trilhos de madeira móveis entre Botafogo e a atual Praça Serzedêlo Correia, em Copacabana. Em 1894, a linha foi estendida até o Posto 6, na época conhecido como Praia da Igrejinha. No mesmo dia, o barão inaugurou uma linha de bonde não oficial, ampliando o trajeto até a Villa Ipanema. Foi aà que o negócio deslanchou e o barão começou a vender suas terras, principalmente a imigrantes alemães, franceses, judeus e italianos.
Ipanema cresceu, mesmo que um pouco isolada do resto da cidade. Nos anos 40 e 50 não existia sequer uma boate por ali. Mas a partir da década de 60, o bairro começou a exportar modismos. Foi lá que a bossa-nova se estabeleceu, que Leila Diniz brilhou, que a Banda de Ipanema passou. Nos anos 70, surgiram "as dunas do barato", o local de encontro da geração desbunde. Nos anos 80, o bairro viu nascer nas suas areias o Circo Voador. Ipanema teve verões marcantes como o "da lata" e o "do apito". E fez a moda entrar na moda com lojas que ficaram para a história como a Bibba, a Blu Blu e a Company.
E agora mesmo, um passeio pelas ruas arborizadas do bairro pode revelar novos ateliês ou simpáticos cafés. O bairro não pára.
Escrito por rogeriosaraivadf às 11h35
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Para rir, refletir e enfim...rs

AS ESCOLHAS DE UMA VIDA (Pedro Bial)
A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu.
Compartilho do ceticismo de Allen: A gente é o que a gente escolhe ser, O destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra,
e de opção em opção vamos tecendo essa teia que
se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível
conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem
compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar
uma microempresa, com direito a casa própria,
orçamento doméstico e responsabilidades. As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista?
Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas. Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente
a cada 6 meses.
Ser casados de segunda a sexta
e solteiros nos finais de semana. Ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado.
Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos.
Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre. Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar,
e não para anular a vivência do caminho anteriormente
percorrido.
A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, Mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado.
A escolha é sua..
Escrito por rogeriosaraivadf às 18h55
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